Recentemente, Roger
Waters ex-líder da banda inglesa Pink Floyd esteve no Brasil para realizar uma
serie de shows pelo país apresentando um dos maiores espetáculos de música do
planeta: the wall, o muro em
português.
Recheado de músicas auto-biográficas e críticas ao
sistema dominante vigente, encantou o mundo pela observação minuciosa e
decodificação da sociedade contemporânea.
Na sua música de maior impacto mundial e carro-chefe do
espetáculo Another Brick In The Wall questiona
a liberdade dentro e fora do ambiente escolar, haja vista que se constitui como
uma crítica social latente.
Sob outro aspecto, pode-se dizer que o teórico Émile
Durkheim trabalhou em seus escritos a idéia de que o homem possui uma autonomia
relativa, ou seja é produto, resultado das transformações e concepções de uma
determinada sociedade.
Já para o filósofo francês Sartre, o homem é o ser pelo
qual o nada vem ao mundo. Isto é, o homem é nada e, consequentemente, pode e
deve escolher-se a si mesmo. É um projeto, é um perpétuo fazer-se, é uma
escolha a partir da liberdade.
Divergindo de Sartre, Burrhus Skinner, psicólogo
norte-americano, nos diz que a liberdade é um mito divulgado pelas filosofias
e, por essa razão, propõe um controle sobre o comportamento e a cultura dos
homens como saída para uma vida plena e feliz.
Já para o escritor russo Feodor Dostoievsky que
privilegia a análise psicológica das personagens em Os irmãos Karamazov, apresenta o livre-arbítrio como uma “carga
terrível” que o homem deve suportar em sua existência.
Na esteira dos
filósofos existencialistas ateus, como Sartre, Camus, Heidegger, Merleau-Ponty,
a liberdade do homem é afirmada com a “morte de Deus”. Sendo assim, Dostoievsky
escreveu: “Se Deus não existisse, tudo seria permitido”.
Insistindo ainda nas concepções dos pensadores, Immanuel
Kant, filósofo prussiano escreveu: “Considerando a cadeia inquebrantável dos
acontecimentos naturais, é possível dizer que a liberdade é nada menos que uma
ilusão.
Portanto, por qualquer ótica que se apresente, o tema
liberdade gera muita polêmica e celeuma, já que não é um conceito simples de
ser abordado e construído historicamente.
Dessa forma, é preciso fazer um exercício profundo para
dentro de si mesmo para responder questões complexas, entre elas: Você é ou não
é apenas um outro tijolo no muro?
Raphael Lennon. Presidente da Confraria. Gestão 2012.

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